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«Mostra de Fanzines» de Mário André

De 7 a 30 de Abril
 
«Mostra de Fanzines» de Mário André
 
7 de Abril às 16h00 - Abertura e conversa com o autor

Fotos:


Mário André

Mário André nasceu em Alpiarça no ano de 1956, por lá viveu, cresceu e se fez homem. Foi também em Alpiarça que fez os seus primeiros estudos. Em Santarém iniciou e concluiu o Curso de Enfermagem Geral e mais tarde a sua Licenciatura. O 25 de abril apanhou entre estes dois lugares, viveu-o, amou-o e ainda hoje o sente vivo embora as suas cores se tenham esbatido devido a “retoques” de falsos pintores.
 
Exerce a sua actividade no Hospital Distrital de Santarém, nos Centros de Saúde de Alpiarça e Santarém, por aí se mantêm durante cerca de 15 anos. O chamamento para o Desporto faz-se no clube da sua terra “Os Águias” onde durante alguns anos exerce enfermagem desportiva, passa depois pelo União de Almeirim, de onde, após um curso feito no Sporting Clube de Portugal, e após convite, sai para esta instituição.
 
Ligado inicialmente às camadas de formação é convidado pelo Professor Carlos Queiroz para colaborar com a Federação Portuguesa de Futebol nas suas diversas selecções. Proposto para, através de comissão de serviço, passar a sua prestação a tempo inteiro, aceita e durante cinco anos mantem-se na FPF. Entretanto, Carlos Queiroz é contratado pelo Sporting Clube de Portugal e no início de seu segundo ano no clube é contactado para passar a exercer aí funções como Enfermeiro Coordenador a tempo inteiro junto do plantel principal facto, que implicou, a sua saída da Função Publica. Ficou no Clube durante 23 anos tendo nesse período sido vencedor dos dois últimos Campeonatos Nacionais ganhos pelo Sporting Clube de Portugal, Taças de Portugal, Supertaças e finalista vencido numa Final da Liga Europa, que teve como palco o Estádio José de Alvalade. Termina a sua ligação ao Clube em 2013 no primeiro ano do mandado de Bruno de Carvalho. Aposentado, dedica-se à Banda Desenhada como forma de ocupar o seu tempo e, simultaneamente, dando corpo a um “amor” antigo, tendo para isso frequentado vários Cursos e Workshops, com Pedro Moura, Penim Loureiro e Susana Resende.
 
Foi agraciado com a Medalha de Mérito Desportivo pelo Governo em 10 Novembro de 1998 como reconhecimento por ter sido Campeão da Europa em Futebol escalão de sub 18 e realizado em Mérida.

FANZINES
 
A palavra ‘fanzine’ nasceu da redução fônica da expressão fanatic magazine. Ela provém da combinação do final do vocábulo ‘magazine’, que tem o sentido de ‘revista’, com o início de ‘fanatic’. Trata-se de um veículo editado por um fã, seja de graphic novels, obras de ficção científica, ou de poemas, músicas, filmes, vídeo-games, entre outras temáticas incorporadas por estas publicações.
 
Enfim, são elaboradas por admiradores de certo assunto para pessoas que compartilham a mesma paixão. Eles podem ser peritos neste campo ou simples entusiastas. As publicações mais profissionais são conhecidas como ‘prozines’. Em um ou em outro os temas podem ser enfocados sob diversas formas: contos, poemas, documentários, quadrinhos, entre outros.
 
O fanzine é uma edição sem qualquer pretensão, de vez em quando um pouco mais refinada na composição gráfica, condicionada apenas aos recursos financeiros de seu editor. Normalmente, porém, é publicada segundo parâmetros empíricos. A maior parte dos fanzines é produzida e consumida por um público mais jovem, mas também está presente entre pessoas de todas as idades.
 
Embora a juventude hoje domine o campo dos fanzines, os originais, elaborados na Europa, foram compostos por adultos, particularmente na França e em Portugal. Eles eram devotados principalmente às graphic novels. Apareceram primeiro em 1929, nos Estados Unidos.
 
Os fanzines foram muito disseminados no continente europeu, em especial na França, ao longo das revoltas de 1968. Ao contrário do que se crê eles não tiveram sua origem entre os punks, apesar destes militantes utilizarem largamente estas publicações em prol de seus ideais.
 
Estas tribos difundiram de tal forma os fanzines que hoje estes veículos são reproduzidos de forma bem barata. Em nosso país eles se transformaram nas ferramentas de comunicação mais utilizadas por anarquistas e adeptos do movimento punk.
 
Aqui a palavra fanzine se tornou sinônimo de qualquer publicação livre, apesar da tentativa de se diferenciar um veículo do outro. O primeiro zine a ser publicado no Brasil foi ‘O Cobra’, manifesto do Órgão Interno da 1.ª Convenção Brasileira de Ficção Científica, que teve palco em São Paulo, de 12 a 18 de setembro de 1965.
 
O primeiro fanzine a enfocar o tema das histórias em quadrinhos foi o ‘Ficção’, Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond, estruturado por Edson Rontani no dia 12 de outubro de 1965, no município de Piracicaba, em São Paulo. Nesta capital, centro da eclosão do cenário rock and roll e underground, quando esse panorama fervilhava na metrópole, na década de 80, apareceram os primeiros fanzines compostos em estilo eclético, entre eles o Ekletik.
 

Fontes:
http://fanzineexpo.wordpress.com/o-que-e-fanzine/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fanzine