“Conto-vos um conto..., contem-nos um também!” | ON-LINE

 
 
Pelo grupo de risco que representam no contexto da atual pandemia, percebemos que os nossos amigos, utentes das IPSS  Fundação José Relvas e ARPICA, dificilmente nos poderão voltar a visitar-nos nos próximos meses. Como já temos saudades uns dos outros...porque não experimentarmos este projecto no “digital”?
 
Agora confinados, sem nos poderem visitar, vai a Biblioteca ao seu encontro!
 
Decidimos por mãos à obra, criámos as condições técnicas de parte a parte e, uma vez por semana, estaremos ligados on-line, via Skype. Não será a mesma coisa, claro, mas ainda assim esperamos que esta interactividade digital nos permita o retomar as belas histórias, as boas conversas e...matar saudades.
 
Projeto "Conto-vos um conto..., contem-nos um também!", presencial.






 "Conto-vos um conto, contem-nos um também!" On-Line

23 de Outubro

Apresentou-se a contadora de livro e carta na mão aos nossos amigos, utentes da Fundação José Relvas. Carta essa que trazia uma bela história de amor a ser contada. “Viste um leão?”.
Uma rã, percorrendo os caminhos na floresta tudo fez para entregar a carta a um leão muito especial. Encontrou pelo caminho macacos, lebres, zebras e muitos outros animais na selva, “Rabet! Rabet! Rabet!” ia chamando a rã com a ajuda dos nossos amigos, quando encontrou a girafa (muito alta) que lhe deu a pista correta. A carta foi entregue a um leão muito triste. Ao lê-la tomou coragem e juntou-se à sua amada leoa. Reza a história, que “por serem sagrados, nenhum podia ser caçado!!”. E vitória, vitória, acabou a história. Até breve amigos, fiquem bem, protejam-se!  




15 de Outubro 

"Conto-vos um conto, contem-nos um também!" On-Line
Com o livro “Avô, conta outra vez” a contadora de histórias levou-nos a mais uma viagem no tempo, em que os nossos amigos, utentes da ARPICA, contavam histórias aos seus filhos e netos, muitas vezes para relembrar também a sua própria infância. Esta é uma bela história, de versos simples, ritmados e rimados, da dupla autoria fantástica, pai e filho, José e André Letria. Apesar de virtual, foi um bonito momento de contação onde foi lembrado o valor da palavra e da ternura que é capaz de unir gerações: pais, filhos e netos. A contadora/cantadora terminou com uma cantiga dos tempos de juventude dos nossos amigos, que muito os alegrou. Depois foram as despedidas, sendo que na próxima semana cá estaremos para mais uma bela partilha! Cuidem-se, protejam-se e...até breve!!





9 de Outubro 

Foi assim com “A Melrita” que iniciámos mais um “Conto-vos um conto…contem-nos um também” On-Line desta feita com os nossos amigos, utentes da Fundação José Relvas. 
A dita raposa usou todas as artimanhas para levar a Melrita ao engano, para que ela lhe desse os seus filhotes a comer. Para amenizar a dor da perda de cada filho, Melrita foi entoando, tristemente, com a ajuda dos nossos amigos, diversas canções. Até que apareceu o Alcaravão que resolveu a situação! “Alcaravão comi !” (disse a raposa) a que respondeu “A outro tonto, mas não a mim!!!!”(disse o alcaravão) “E vitória, vitória, acabou-se a história!” Fiquem bem amigos, até breve!    




24 de Setembro de 2020
 
Ontem, quinta-feira, via Skype, voltámos à companhia virtual (a pandemia assim o obriga) dos nossos amigos, utentes da Fundação José Relvas e da ARPICA. A contadora de histórias trouxe-nos os “Contos do Arco da Velha” mais propriamente “O Caldo da Pedra”, que nos conta como surgiu a Sopa da Pedra,  na nossa vizinha Almeirim. O Frade ao andar de porta em porta à procura de comida, deparou-se com a casa de um lavrador (muito fuinha e agarrado...). Depois de muita conversa lá convenceu o lavrador a fazerem uma sopa a partir de uma pedra e água ao lume. O Frade (espertalhão!), cantarolando - com a ajuda dos nossos amigos - foi pedindo um pedacinho de toucinho, de chouriço, de franheira, de batata, de feijão e juntando ao caldo. Saiu um bela Sopa da Pedra que encheu a barriga ao Frade. O Lavrador pergunta: senhor Frade e a pedra?, não a come??. Responde o Frade: A pedra vai comigo, vai servir de novo para matar a fome!! E assim chegou ao fim esta história, que nos trouxe à memória muitas das dificuldades que nós ribatejanos passámos noutros tempos, em que matar a fome com o que havia à mão era a prioridade. Até breve





11 de Setembro

Desta feita, de “Lobo pela trela”, a contadora de histórias levou até aos nossos amigos, utentes das IPSS, Fundação José Relvas e ARPICA, mais uma bela história em que os animais protagonizaram vivências que lhes são familiares. O Osvaldo, o melhor agricultor da região, que pretendia vender na feira a sua melhor ovelha e as suas melhores couves repolhudas, depara-se com vários problemas ao encontrar um lobo faminto pelo caminho, entres os quais atravessar o rio, mas como??? Foi um grande dilema!! Todos os utentes tentaram encontrar uma solução para ajudar o Osvaldo a concretizar a travessia sem que o lobo fizesse das suas. Surgiram várias alternativas para o final da história e todas elas levaram a que se encontrasse uma solução para dilema. História contada, história acabada, e foi assim a rimar que nos despedimos dos nossos amigos, até à próxima, fiquem bem!!




 
4 de Setembro

Os dias continuam muito quentes, mas nada nos demoveu de estarmos de novo (via Skype) com os nossos amigos, utentes da Fundação José Relvas e da ARPICA, levando até eles histórias de encantar, para contar e…cantar. Desta feita a contadora de histórias trouxe-nos um livro muito especial: "O Homem da Gaita", um texto do nosso grande Zeca Afonso, fantasticamente ilustrado por João Lourenço. O som que saía daquela gaita de foles deixava as pessoas, como por magia, alegres e felizes e que ninguém lhe conseguia resistir “Vá de folia, vá folia, que há sete anos me não mexia". O final não podia ter terminado de melhor forma: ao som de acordeão do sr. Flausino (gravado), a contadora cantou a canção que serviu de mote a esta história, com a ajuda dos nossos amigos. Foi mais um belo momento de alegria e salutar convívio entre todos. Mais uma vez, muito obrigado! Cuidem-se e protejam-se,  até breve!





28 de Agosto 

Desta feita aconteceu em dois dias distintos, ontem com os nossos amigos, utentes da ARPICA, hoje com os nossos amigos, utentes da Fundação José Relvas. Apesar da "virtualidade", estes foram mais dois bons momentos de convívio. Pegando no livro “Alto! O burro deu um salto” a contadora de histórias contou-nos a história de um velho burro que ficou muito irritado quando duas crianças lhe disseram “A pensar, morreu um burro!”. Por mais que lhe explicassem que era um provérbio e que um provérbio é um ditado popular, ele não ficou convencido e partiu em busca do significado. Foi encontrando pelo caminho outros animais que, não sabendo a resposta, o vão baralhando ainda mais com provérbios deles próprios. Valeu o cavalo para o convencer! No fim da história os nossos amigos da ARPICA e da Fundação acrescentaram ainda um boa quantidade de provérbios, afinal "Quem conta um conto, acrescenta um ponto!". Até à próxima, fiquem bem!



 
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