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Exposição "António Luís, Memórias de uma Vida no Ciclismo"

2 de julho a 31 de agosto
 
A Exposição “António Luís, Memórias de uma vida no ciclismo”, surge do sonho muito antigo do Sr. António da Costa Luís em realizar uma Exposição, com a recolha de recortes de jornais sobre a modalidade, de partilhar as memórias e histórias sobre o seu percurso no ciclismo. 
 
Sabendo desta sua vontade e sendo o Sr. António utente da ARPICA há muitos anos, a Associação decidiu concretizar este seu desejo.
 
A Exposição contempla, maioritariamente, informações a partir da década de 50 do século passado, com menções, não só a nível internacional como também a nível nacional e local, com referências aos ciclistas Alpiarcenses e às corridas organizadas pelo Clube Desportivo “Os Águias”.
 
Nela encontramos também apontamentos pessoais que o autor fazia para acompanhar o tempo de corrida de cada ciclista, bem como informações de algumas aprendizagens adquiridas durante a sua frequência no Curso de Treinadores, ministrado pelo Técnico Francês Jean Clément.
 
Esta exposição permite-nos viajar no tempo e recordar uma fase do ciclismo em Portugal e, em particular, em Alpiarça. Relembrar grandes nomes de ciclistas a nível nacional e local, partilhando desta forma o gosto e paixão do Sr. António Luís por esta  modalidade com os seus visitantes.
 
 
Biografia
 
António da Costa Luís tem 94 anos e nasceu a 6 de Outubro de 1927, em Alpiarça.
Teve 3 relacionamentos, dos quais nasceram os seus 2 filhos, José António Luís e António Luís.
Os seus pais, Guiomar e José Luís Júnior eram naturais de Alpiarça. Tinham algumas fazendas e trabalhavam maioritariamente no campo. Tem ainda uma irmã mais nova, Maria de Lurdes. 
Os avós paternos Margarida e Felisbelo da Costa Condenço, moravam ao pé da Quinta da Torre, local onde agora vive.
 
O gosto pelas bicicletas começou ainda muito novo. Conta que quem o ensinou a andar de bicicleta foi a avó paterna Margarida Luís. 
 
O seu pai vinha de bicicleta para casa da avó e o António, ainda pequeno, pegava na bicicleta, sentava-se no quadro, colocava uma perna de cada lado e dava balanço para andar. Sentava-se assim porque não conseguia chegar ao selim (que era muito alto) e não chegava com os pés aos pedais. Um dia, a avó levou-o até à ladeira da Quinta da Torre, na Rua direita, empurrou-o, e foi assim que ele, naquela descida, ganhou prática e aprendeu a andar de bicicleta.
 
Com 14/15 anos, a mãe queria que aprendesse o ofício de marceneiro. Esteve 2 anos a aprender o ofício com Moisés Marques.
 
Mais tarde, e como gostava muito do ofício de carpinteiro, foi ter com o Manuel Gabriel, que lhe deu trabalho e daí seguiu sempre essa profissão.
 
Em Alpiarça, já havia alguns ciclistas a fazer corridas nas festas, e quem não tivesse bicicleta para ir para o trabalho ficava “enrascado”. Tanto insistiu, que conseguiu convencer o seu pai a comprar a sua primeira bicicleta, com a desculpa de que, se tivesse uma, mais facilmente arranjava trabalho.
 
O “bichinho”, segundo António Luís, “já lá andava” mas só mais tarde, após a recruta (1948/1949), começou a “paixão” pelo ciclismo a sério. Tendo começado por essa altura a fazer a recolha de informações, notícias e fotografias que encontrava em jornais e que considerava ser interessante sobre o ciclismo.
 
Em 1950, António Luís, vence a 1ª pedala, prova organizada pelo Sporting Club de Portugal, na Zona de Lisboa e que terminou no Estádio de Alvalade, trazendo para Alpiarça a 1ª grande vitória a nível Nacional.
 
Frequentou um curso de treinadores em Lisboa, no Estádio do Sporting, dada por um técnico Francês, Jean Clément. 
 
Até cerca da década de 1970, pertenceu aos Bombeiros Municipais de Alpiarça, altura em que foi viver para a Madeira. Esteve primeiramente emigrado alguns anos nos Açores e só mais tarde na Madeira, regressando após esta última definitivamente a Alpiarça.
 
António Luís esteve sempre ligado ao ciclismo. Percorreu as várias secções desta modalidade, foi ciclista, treinador, foi massagista e também mecânico. 
 
Um homem multifacetado, com uma sabedoria imensa, sempre bem-disposto, com um sorriso no rosto, sempre pronto para cantar e contar anedotas e as suas imensas histórias de vida. 
 
São estas algumas das características mais marcantes do nosso autor.



Fotos:

 
Visita à exposição "António Luis, memórias de uma vida no ciclismo" seguida de "conto-vos um conto..., contem-me um também!"
 
Hoje, tivemos a visita há muito desejada dos nossos amigos, utentes da ARPICA (finalmente a situação pandêmica assim o permitiu). Esta visita teve um duplo objetivo: conhecer a exposição "António Luís, Memórias de uma Vida no Ciclismo", seguida de "Conto-vos um conto..., contem-nos um também!", presencial!
A visita teve como guia o próprio autor, o sr. António Luís, também utente da ARPICA. Tivemos assim o privilégio de ser tudo explicado com grande pormenor. 
Visita feita, passámos a escutar a história "Certo dia no deserto". Pelas mãos da contadora de histórias, com poesia, rimas e expressões populares levámos a nossa imaginação ao espaço tórrido do deserto, que nos fez sentir ainda mais os 38º que hoje pairavam por Alpiarça. No final, para descontrair e relaxar fizemos movimentos ao som de música árabe. Foi um momento bem passado e divertido. Fiquem bem amigos, até à próxima.

 
 
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