Comunidade de Leitores - “Poesia Lírica" Luís de Camões

Dia 29 de março | 16h00

 
Será com Luís de Camões, quando se comemoram os 500 anos do seu nascimento daquele que é considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona, que iremos dar continuidade ao ciclo de encontros, 2024/2025, da nossa Comunidade de Leitores.
 
Dentro da obra de Camões, as nossas leituras vão incidir sobre a poesia lírica, que compreende um conjunto de poemas muito diversificado, tanto na forma como nos temas, entre estes podemos destacar a mulher, o amor, o desconcerto do mundo, a natureza e as reflexões sobre a vida pessoal.
 
Junte-se a nós, para uma tarde bem passada à volta das nossas leituras!

 
 

 
A lírica camoniana compreende um conjunto de poesias muito diversificadas tanto a nível temático como a nível formal. Distribuem-se por composições de medida velha, integradas na tradição da lírica peninsular, e composições de medida nova, que adotam as formas que chegaram a Portugal vindas de Itália. Os temas tratados são muito variados e ricos. Entre eles, podemos destacar a mulher, o amor, o desconcerto do mundo, a natureza e a reflexão sobre a vida pessoal.
in: RTP

Biografia

Luís Vaz de Camões 1524–10 de junho de 1579 (ou 1580?) foi um poeta nacional de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos grandes poetas da tradição ocidental.
 
Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de D. João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta.
 
Diz-se que, por conta de um amor frustrado, autoexilou-se em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei D. Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter. [...]
 
in: Wikipédia

Demos início a este Encontro camoniano revisitando os sete anos que existimos como Comunidade de Leitores, o que fomos lendo, o que fomos partilhando das nossas leituras, o que visitámos, o que provámos e, sobretudo, o convívio a as boas conversas que foram acontecendo nos mais de cinquenta encontros realizados.
Sobre Luís Vaz de Camões, revisitámos  a sua extraordinária obra poética, declamando muitos dos seus poemas (com o talento que cada um de nós conseguiu alcançar…), aproveitando esses momentos para uma breve análise aos poemas. As leituras incidiram sobre a poesia lírica onde encontramos dos mais belos poemas de Camões, as redondilhas, as odes, as canções, muitas delas já interiorizadas no nosso imaginário poético. 
 
Entre a poesia e os múltiplos amores, devaneios e boémia, vida errante e aventureira, cabia com toda a certeza em Camões a boa gastronomia, quando a podia alcançar. Pois nós também a quisemos experimentar. Assim, entre poemas, fomos provar o magnífico bolo de amêndoa, bem portugês, confecionando pela nossa Rosário. Uma vez mais, o nosso muito obrigado!   
Reconfortados gastronomicamente, agora com superior inspiração, retomamos as nossas leituras nesta tarde que foi muito agradável; a poesia, a palavra poética tem esse poder, tem esse encanto. E assim finalizamos este mês de março, em que habitualmente dedicamos à poesia um espaço muito especial, este ano a Luís Vaz de Camões em particular, quando se comemoram os 500 do seu nascimento, daquele que é considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona. Muito obrigado a todos!

 

 
 
 
 
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