Apresentação do livro "50 anos - histórias e imagens de um hotel" de Isabel Faria
17 de Junho de 2022, às 21h30
A Isabel Faria, de saída de um emprego de quase 40 anos, e aproveitando o 50º aniversário do Hotel onde trabalhou, decidiu escrever um livro que homenageasse os seus colegas, as suas lutas, as suas histórias, os seus sonhos e os seus cansaços.
Um hotel como metáfora da vida. Os seus trabalhadores como construtores de uma empresa.
Durante a leitura do livro, os leitores certamente que se irão emocionar, umas vezes, sorrir outras, espantar algumas outras. Encontrar-se-ão com a beleza do nascimento, a anedota de relações complicadas e das traduções enviesadas, e emoção de uma revolução em directo, a angústia da morte. O tal hotel, tal qual como a vida cá de fora
Na apresentação, a Isabel explicará também como todo o seu percurso, nomeadamente este livro, só foi vivido da forma que o viveu com duas realidades: nasceu em Alpiarça, no tempo da ditadura fascista e o 25 de Abril encontrou-a aos 14 anos.

Biografia
Isabel Faria nasceu em Alpiarça em 1959.
Fez a escola primária nas Faias, a escola das meninas, e os primeiros anos do secundário no Externato São Paulo. O 25 de Abril “apanhou-a” em Santarém no Colégio Santa Margarida. Depois foi para o Liceu de Santarém onde, entre 1974 e 1976, dividiu o seu tempo entre os “Lusíadas” e o “Capital”.
As primeiras memórias que guarda de menina, em Alpiarça, são o seu pai a ser preso pela PIDE e a sua mãe a contar os tostões para o pão. Mais tarde, lembra-se de, durante a noite, ouvir passos de botas cardadas na rua, de o seu pai ouvir a Rádio Argel baixinho e de a sua mãe dizer ainda mais baixinho “Oh, João, olha a menina, a ouvir essas coisas. Tem cuidado, homem!”.
Os seus pais emigraram para França e ela foi a França nas férias grandes ver o que era não haver Pide e haver cartazes de Partidos Políticos espalhados pelas paredes.
Foi para Lisboa viver, já no início da ressaca da Revolução perdida. Foi funcionária de um Partido em part-time, livreira, revisora tipográfica de jornais de Esquerda. Cooperante numa cooperativa. Empregada de balcão e empregada de limpeza.
Em 1983 entrou para o Hotel Sheraton onde ficou até Abril de 2022. No Hotel, foi telefonista, secretária, membro da Comissão de Trabalhadores durante 25 anos e representante de trabalhadores no Comité Europeu da empresa.
Ao mesmo tempo, casou, descasou, teve um filho, militou em Partidos e em muitas causas e começou a escrever sobre tudo e sobre nada, em papelinhos, Blogs, redes sociais, jornais e agora meteu-se-lhe na cabeça que devia escrever livros.
O filho cresceu, voltou a casar, voltou a viver em Alpiarça e escreve. Escreve sem parar.
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