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Comunidade de Leitores - “Crónica de uma travessia"

Dia 22 de fevereiro | 16h00

É com grande honra que receberemos Luís Cardoso neste encontro. A sua presença é um privilégio e uma oportunidade única de termos entre nós um escritor de renome da literatura lusófona. A conversa terá como ponto de partida “Crónicas de uma travessia”, considerado “uma leitura inesquecível” que retrata exemplarmente Timor Leste, transmitindo-nos todo o seu encanto exótico mas também os dramas do seu povo. 
 
Juntem-se a nós, sábado, pelas 16h00!
 
 

 
Livro de viagem, autobiografia e romance, Crónica de Uma Travessia transmite o encanto exótico de um lugar remoto e desconhecido, um pedaço da Ásia que teimosamente quer preservar as características essenciais da cultura europeia com a qual esteve em contacto, apesar da enorme distância e do massacre que dura desde a invasão indonésia de 1975.
 
Com uma escrita lírica, fluida, rica em imagens poéticas, capaz de transmitir sensações, cores e situações melhor do que qualquer reportagem de viagens, Crónica de Uma Travessia é uma leitura inesquecível.
 

Biografia

Luís Cardoso (Luís Cardoso de Noronha) nasceu em Kailako, uma vila no interior de Timor que aparece por diversas vezes referenciada nos seus romances. É filho de um enfermeiro que prestou serviço em várias localidades de Timor, razão pela qual conhece e fala diversos idiomas timorenses. Estudou nos colégios missionários de Soibada e de Fuiloro e, posteriormente, no seminário dos jesuítas em Dare e no Liceu Dr. Francisco Machado em Díli. Licenciou-se em Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. Desempenhou as funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal.
 
 
 
O Presidente timorense, José Ramos-Horta, condecorou o escritor Luis Cardoso com o Colar da Ordem de Timor-Leste, em reconhecimento pelo seu trabalho literário e pelo papel que teve durante a luta pela autodeterminação do país.
 
É autor dos romances: Crónica de Uma Travessia (1997), Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo (2002), A Última Morte do Coronel Santiago (2003), Requiem para o Navegador Solitário (2007), O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação (Sextante Editora, 2013), Para onde vão os gatos quando morrem? (2017) e O Plantador de Abóboras (2021).
 

In Wook (adaptado)

 


No dia 22 de fevereiro, às 16h00, embarcamos junt@s numa viagem literária inesquecível com Luís Cardoso!
 
Iniciámos a boa conversa com um dito inesperado do escritor: não vamos falar somente do livro, porque esse já todos o conhecem, gostaria sim de ouvir as vossas histórias e também de contar algumas. E este foi o mote mas a “Crónica de uma Travessia”, pelo muito que nos deu a conhecer de Timor e do seu povo, acabou por estar bem presente. Luís Cardoso começou por nos contar a sua mais recente história e que o impressionou: a visita à Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça e o seu patrono José Relvas. Manifestou a intenção de divulgar a Casa e de cá voltar com a família e amigos. Depois, foram várias as histórias que foram surgindo de parte a parte. A dureza do quotidiano de Timor, o pouco na mesa para comer, o sofrimento causado pela falta de quase tudo para os mais desfavorecidos. O mesmo se passava por Alpiarça, partes bem distantes do Império que o regime de Salazar igualmente maltratava.
 
Intervalámos para provar duas deliciosas Bebincas, sobremesa típica de Timor. Como vem sendo habitual, a nossa Rosário ao ler o livro presenteia-nos com uma iguaria autóctone. Muito obrigado!
 
Depois daquele momento de convívio e degustação, voltámos à conversa. Luís Cardoso, falou-nos do seu percurso literário e de outros escritores da lusofonia, dos convites que teve para assumir importantes cargos políticos em Timor (Ministro do Ambiente) que recusou por considerar que agora, pós guerra, já não precisavam dele.
 
Confessou-nos o grande amor que o povo timorense tem pelo povo portugês e vice-versa, nunca esquecendo que fomos exemplares na defesa pela autodeterminação daquele território, recordamos o massacre de Díli. A Manuela trouxe a faixa que ela usou numa das muitas manifestações que se realizaram em defesa do povo de Timor. Para terminar, falou-nos do seu pai, o enfermeiro que fez muitas vezes de médico em ambiente de guerrilha, que terminou o seus dias em Portugal.
 
Disse-nos: Timor de momento está bem financeiramente, o petróleo vai resolvendo essa questão, mas entre o povo timorense continua existir muita desigualdade e injustiça.
 
Muito obrigado Luís Cardoso por este momento que ficará para sempre nas nossas memórias.

 
 
 
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