Comunidade de Leitores - “Cegueira do Rio" Mia Couto
Dia 26 de abril | 16h00
Dentro do nosso ciclo de encontros, 2024/2025, dedicado à literatura lusófona, depois da poesia com Luís Vaz de Camões, vamos voltar à prosa, a África, desta feita a Moçambique com Mia Couto, com o seu último livro “A Cegueira do Rio”. Uma obra que nos oferece uma magnífica história entre o real e o imaginário, entre a prosa e a poesia, num género muito querido de Mia Couto, em que os provérbios ocupam um lugar muito especial.
Junte-se a nós, para mais uma tarde bem passada à volta das nossas leituras!


O primeiro incidente militar numa aldeia do Norte de Moçambique marca, em agosto de 1914, o início da Primeira Guerra Mundial no continente africano. Esse inesperado episódio despoleta, para além disso, uma série de misteriosos eventos que culminam com o desaparecimento da escrita no mundo. Livros, relatórios, documentos, fotografias, mapas surgem deslavados e ninguém mais parece ser capaz de dominar a arte da escrita.
Os habitantes dessa aldeia são chamados a restabelecer a ordem no mundo, ensinando aos europeus o ofício da escrita e as artes da navegação.
in: Leya
Biografia
Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século xx), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007
Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt. Em 2015 foi finalista do The Man Booker Prize. O seu livro Compêndio Para Desenterrar Nuvens ganhou o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca APE | Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I, 2023.
Em 2024 obteve o Prémio Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México).
Já em 2025 Mia Couto venceu o Prémio PEN/Nabokov 2025, tornando-se o primeiro autor de língua portuguesa a ser distinguido com este galardão do PEN América destinado à literatura internacional
.in: Leya
Livro do mês: A Cegueira do Rio de Mia Couto
No romance A Cegueira do Rio, Mia Couto resgata memórias esquecidas entre Portugal, Moçambique e Alemanha, oferecendo-as como um bálsamo de paz para um presente ferido pela guerra.
Naturalmente, na partilha das nossas leituras surgem pontos de vista coincidentes. As conversas à volta dessas coincidências acabam por ser dos momentos mais prazerosos dos nossos encontros.
Partilhamos frequentemente a admiração perante a genialidade do escritor ao escrever aquela frase que nos marcou, a forma como criou determinada personagem.
Nesta magnífica obra de Mia Couto, a carga simbólica e imagética dos provérbios que acompanham cada um dos capítulos, também a forma como o escritor coloca perante o leitor o pensamento de cada personagem foram, para nós, os aspetos mais marcantes desta obra.
Isto, claro está, tendo sempre como pano de fundo a procura dos muitos significados que brotam da “Cegueira do rio”, em Moçambique no início do séc. XX, marcada pelo início da I Guerra Mundial, naquela que foi a primeira incursão alemã em África.
Intervalámos. Desta feita não tivemos o prazer de provar o habitual bolo autóctone confecionado pela Rosário, pois teve outro compromisso. Ficámo-nos pelas ferraduras, pelos SS de amêndoa e pelos quadradinhos de Alpiarça, deliciosos também.
Mais um pouco de boa conversa e assim finalizámos mais um Encontro dedicado à literatura lusófona. Uma vez mais, queremos agradecer a todas as Bibliotecas, de Norte a Sul do país, incluindo as ilhas, que têm colaborado connosco através do empréstimo bibliotecas, muito obrigado!
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